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Conheça como funciona o sistema de monitoramento de chuvas do governo

A chegada da temporada de chuvas promoveu uma semana agitada por parte dos órgãos governamentais, que apresentaram estratégias para evitar desastres como deslizamentos de terra e enxurradas entre dezembro e março de 2012.

O foco das ações será concentrado no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Ainda que o site do órgão, ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCIT) não estivesse ainda funcionando, o monitoramento e a emissão de alertas de risco já estão acontecendo desde 2 de dezembro.

Segundo Carlos Nobre, diretor do Cemaden e secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), o centro deve começar a funcionar durante 24 horas por dia a partir deste sábado (17).

“O Cemaden já é uma realidade, já estamos emitindo alertas e estamos terminando a integração das 75 pessoas selecionadas por concurso público”, afirma o climatologista.

Níveis de risco – Os alertas possuem quatro níveis de risco: leve, moderado, alto e muito alto. “O risco diz respeito apenas a áreas onde moram pessoas. Não está ligado para zonas rurais”, explica Nobre.

Os dois níveis mais alarmantes são usados quando o volume de chuva em uma região de risco aumenta em um período curto como uma hora ou fica acima da média para um trecho de dois a três dias.

Para montar um alerta, os dados de mapas de risco com informações geológicas e hidrológicas são cruzados com as cartas geradas por institutos de previsão de tempo como o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Quando uma região com risco elevado de incidentes como deslizamentos e enxurradas é visitada por frentes frias ou por concentrações de nuvens que podem gerar pancadas de chuvas, o aviso é emitido.

“A ação precisa ser sempre antecipada, nós não podemos ficar esperando”, afirma Nobre. “Antes do risco alto se concretizar, o alerta é enviado para que os municípios e os órgãos de defesa possam monitorar a situação e agir quando preciso.”

A partir daí, quem assume o controle das operações é o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), órgão ligado à Defesa Civil nacional. Ele é o responsável por fazer a ponte com os serviços de defesa civil estaduais e municipais e com ministérios diretamente ligados à emergências como o da Saúde e da Defesa.

Fonte: Ambiente Brasil

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