O mundo que deixarei para meus filhos é exatamente aquele que eles próprios estão ajudando a construir. Pois eles estão presentes, não são apenas o futuro. Pois todos os bens de consumo dependem da natureza, para tanto temos buscar matéria prima no velho almoxarifado.
Aparentemente uma simples pergunta, mas que pode definir o futuro de qualquer sociedade. Sem saber aquilo que queremos, sem traçar metas, sem dar dimensão, não se pode dar resposta alguma. Se entendermos que Rio do Sul caminha a passos largos e procura ostentar o título de capital do alto vale nesta luta desenvolvimentista. Poderemos compreender algumas coisas, porém longe talvez daquilo que desejamos para nossos filhos no futuro. Nada vem sozinho, junto com o crescimento de uma sociedade temos que ter bem claro o sentido do espaço geográfico. Fatores limitantes não podem deixar de serem considerados como; água disponível, áreas próprias para construções, relevo, saúde, segurança etc. Daí a importância de um plano diretor municipal, que atenda a realidade histórico-cultural e econômica de cada local.
Vivemos ainda em um modelo capitalista aonde o crescimento vem em desencontro com qualidade de vida. Queremos uma cidade tranqüila, onde possamos criar nossos filhos, pois o requinte da criminalidade ainda não tomou as dimensões das grandes cidades que, também continuam crescendo. Ou já é o futuro? Será que não seriam estas cidades o espelho para uma Rio do Sul do futuro, com todos seus problemas sociais? Caminhamos para onde? Suicídio?
Tenho a nítida impressão de que o homem com toda sua determinação caminham sem rumo, sem contabilizar os custos ambientais. Será vitima de sua própria sapiência, que lhe conduz para uma armadilha fatal. O tamanho de uma sociedade é diretamente proporcional aos seus problemas, infindáveis. Queremos conviver com isto aqui, em nossa ainda pacata cidade? A resposta poderá ser aquilo que nossos filhos irão encontrar.