“Limpar nossos rios, mesmo que em ato simbólico, é como arrumar uma mulher feia para ir a uma festa. Ao amanhecer tudo volta como era. Só ficou bonita na foto”.
Não mudo minha linha de raciocínio! Mesmo que as críticas venham aos montes. O importante é que não podemos tratar dor de cabeça, somente tomando analgésicos. Temos que tratar a causa! Para nosso Rio Itajaí, a causa esta nas comunidades que habitam, principalmente nas proximidades, dos ribeirões e ou o próprio rio. Um bom exemplo é onde moro; Ribeirão do Bairro Santana. Aqui se vê perfeitamente de onde vem parte dos entulhos encontrados em nosso rio. É fundamental que se dêem condições para que estes moradores e os demais possam colocar este tipo de “lixo”, para coleta, definitivamente. Mas por determinação legais isto não é possível. Então o que fazer com estes entulhos, guardá-los como relíquia? É obvio que todo este lixo, entulho vão parar debaixo do tapete ( ribeirão, posteriormente o rio) ou ainda corremos o risco de serem incinerados, que também é crime ambiental. Isto é uma conseqüência!
Não podemos ficar copiando modelos “badalados”, na tentativa de demonstrar a importância disso ou daquilo, referente, especialmente mutirões para limpar o Rio. Muito menos expor a comunidade a este tipo de trabalho de alto risco de acidente e contaminação. Na tentativa de convencer prefeitos, vereadores, ministério público, universidades, ainda não cansei de explicar que deveríamos dispor a toda população um dia especial, alternando os bairros, para coleta destes entulhos. Preparar a comunidade com antecedência, informando pelos meios de comunicação, cada bairro poderia organizar o dia do “Bota Fora”, onde em mutirão faríamos a coleta destes materiais, com apoio das empresas de cada bairro, juntamente com a prefeitura municipal. Chega de apenas dizer não... “isso não pode”!
Luiz Carlos Zico Ledra.